quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

sábado, 13 de janeiro de 2018

China quer dominar o mundo até 2050!

O futuro roubado.



“'Futuro roubado' oferece uma descrição realista e fácil de ler sobre a pesquisa científica emergente que investiga de que maneira uma ampla variedade de agentes químicos sintéticos alteram delicados sistemas hormonais. Sistemas estes que têm um papel fundamental, desde o desenvolvimento sexual humano até a formação do comportamento e da inteligência e o funcionamento do sistema imunológico. Estudos com animais e seres humanos relacionam os agentes químicos a inúmeros problemas, como infertilidade e deformações genitais; cânceres desencadeados por hormônios, como o câncer de mama e de próstata; desordens neurológicas em crianças, como hiperatividade e déficit de atenção; e problemas de desenvolvimento e reprodução em animais silvestres. 'Futuro roubado' é um livro/documentário de importância crítica, que nos força a fazer novas perguntas sobre os agentes químicos sintéticos que espalhamos pela Terra. Por nossos filhos e netos, precisamos urgentemente encontrar respostas. Cada um de nós tem o direito de saber e o dever de aprender.”

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Como ler um livro - Mortimer Adler.


     "“Este é um livro para leitores e para aqueles que querem se tornar leitores, especialmente leitores de livros. Mais especialmente ainda, para aqueles cujo principal objetivo na leitura é aumentar sua compreensão.
Por “leitores” queremos dizer pessoas já acostumadas, como quase todas as letradas e inteligentes, a conseguir grande parte da informação e do conhecimento do mundo por meio da palavra escrita. Não toda, é claro. Mesmo antes do rádio e da televisão, era possível adquirir bastante informação e conhecimento através da palavra falada e da observação. Mas isso nunca foi suficiente para as pessoas inteligentes e curiosas. Estas sabiam que precisavam ler também, e liam. Muitos supõem atualmente que a leitura não é mais tão necessária quanto antes. O rádio e sobretudo a televisão desempenham hoje várias funções antes exclusivas das palavras impressas, assim como a fotografia desempenha várias funções antes a cargo da pintura e das outras artes gráficas. Sem dúvida, o papel da televisão é muito bem representado: a comunicação visual dos noticiários, por exemplo, é de grande impacto. A capacidade do rádio para transmitir informações enquanto nos dedicamos a outras coisas – por exemplo, dirigir um carro – é notável e representa grande economia de tempo. Mas será que o advento da mídia moderna trouxe alguma vantagem para a compreensão do mundo em que vivemos? Sem dúvida, hoje sabemos mais sobre o mundo, e na medida em que o conhecimento é um requisito indispensável para a compreensão, isso é vantajoso. Mas o conhecimento não é requisito tão indispensável à compreensão quanto se pensa. Não precisamos saber tudo sobre determinada coisa para compreendê-la. Um excesso de fatos pode ser um obstáculo tão grande para o entendimento quanto a insuficiência. Em certo sentido somos inundados com fatos em detrimento da nossa compreensão. Uma das causas dessa situação é que a própria mídia faz com que o pensamento pareça supérfluo. A divulgação maciça de posições e opiniões intelectuais é uma das mais extensas atividades dos nossos dias. Ao espectador de televisão, ao ouvinte de rádio, ao leitor de revistas é apresentado um complexo global de elementos – desde a retórica elaborada até dados e estatísticas cuidadosamente selecionados – com o objetivo de levá-lo a uma “decisão” facilmente e com um esforço mínimo. Porém, a informação maciça é muitas vezes tão eficiente que o espectador, o ouvinte ou o leitor não chega a decisão nenhuma. Apenas insere o “pacote de opiniões” na própria mente como um cassete num toca-fitas. Depois aperta um botão e “toca” a opinião sempre que precisa. Desempenha com perfeição sem ter que pensar.” Trecho de “Como ler um livro”, de Mortimer J. Adler e Charles Van Doren. Tradução: Yuri Mayal Revisão: Rodrigo Carmo"