quinta-feira, 1 de junho de 2017

Uma conversa com as feministas.

O nazismo era "de direita"?



Guten Morgen, Brasilien! Depois de uma semana em que foi impossível falar de outra coisa que não do Apocalipse em Brasília, voltamos para entrar numa discussão que sacudiu os debatedores de ideologias políticas na internet pouco antes: afinal, o nazismo, ideologia do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei), era "de direita"?
O nome confunde, afinal, a Escola Britânica de Marxismo chamou o nazismo de uma ideologia de "extrema-direita", conceito com o qual é ensinado até hoje como uma descrição factual. Entretanto, os próprios nazistas nunca se denominaram como direitistas (muito menos como muito direitistas), e não é suspeito utilizar um termo cunhado a posteriori por outros socialistas?
Foi cavando fundo o pé nesta confusão que a BBC Brasil convidou lingüistas para debater se o nazismo era "de direita", sendo um partido com "socialista" no nome. A solução do lingüista da USP, Izidoro Blikstein? Simplesmente ignorar a palavra "socialista" no nome e problem solved. Novamente: por que não questionar também a ideologia de quem nomeia, ainda mais com tal simplicidade?
Mas quem sofreu mesmo foi Rachel Sheherazade, que no Twitter, em uma discussão com interlocutores de esquerda, disse que Hitler fundou "o PT da Alemanha", fazendo com que a expressão atingisse os Trending Topics do Twitter. Um problema básico: ninguém que tentou rir de Rachel Sheherazade de fato argumentou se o nazismo tinha uma ideologia com a mesma base da do PT brasileiro. Basta repetir o que já "aprenderam" com professores de História e voilà – auto-declarar vitória, ao mesmo tempo em que auto-declara o que os nazistas pensavam.
Rachel Sheherazade Twitter nazismo Hitler fundou o PT da Alemanha
Marcelo Rubens Paiva, no Estadão, tentou dar uma aula de História a Rachel Sheherazade, mas novamente não argumentou: apenas disse que já leu muito essa "pérola" e essa "abominação política". E, novamente, problem solved.
Mas o que de fato os nazistas pensavam? Era algo mais próximo da esquerda ou da direita? A direita política é considerada herdeira da tradição judaico-cristã, tanto em valores quanto em organização social. Será que o nazismo pode ter algo em comum com uma tradição... judaico-cristã? Quem defende os judeus – pense-se no caso de Israel – hoje: a direita ou a esquerda?
Neste mais longo episódio de nosso podcast, vamos até as bases do judaísmo no Antigo Testamento para tentar compreender como os judeus foram vistos por outras sociedades, e por que é o povo mais perseguido do mundo até hoje. Passamos pelo Novo Testamento, Império Romano, Feudalismo, Renascimento, a formação do estados-nações (que já discutimos aqui no Guten Morgen), Iluminismo e Romantismo até entender o nacionalismo alemão, e como todo este caldo dificílimo de ser entendido colocou os judeus como "inimigos" de um país em formação como a Alemanha. Por que a cultura judaico-cristã é tão importante e tão única em relação às religiões étnicas?
Para isso, é importante analisar não só a história, mas até mesmo o pensamento místico judaico, como a Cabala judaica, que viveu em contraposição justamente à Cabala hermética – e não se trata apenas de disputas místicas, mas da própria ordem fundante da sociedade.
Tal como as corporações de ofício que derrubaram o feudalismo, que vão formar um novo modelo de sociedade de classe, que futuramente viria a formar instituições modernas, como sindicatos, a política do corporativismo e, claro, os movimentos trabalhistas do século XX. Também desse movimento surgem misticismos e organizações iniciáticas como a maçonaria, o espiritismo ou, ainda mais futuramente, a teosofia – todas fontes de onde o nazismo foi beber.

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. Guten Morgen, Brasilien!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Por que a esquerda adora muçulmanos?



"Nesse podcast, é explicado os aspectos políticos, ideológicos, mas mais do que tudo, filosóficos, metafísicos, histórico, culturais e religiosos de uma união que confunde o mundo: da esquerda atéia, pós-marxista e positivista, e da religião monoteísta mais fechada do planeta, o islamismo. Afinal, por que a esquerda ama muçulmanos?

De "religião é o ópio do povo" ao "refugees welcome", a visão da esquerda sobre religião, sobretudo a mais fundamentalista e intolerante de todas, foi mudando da água para o vinho. Mas sem o milagre de Jesus Cristo: trata-se apenas de aceitar qualquer religião e modelo de sociedade como "válido", que merece "respeito", exceto aquele único no qual se está inserido, e que permite a liberdade secular de inventar idéias como o multiculturalismo: a sociedade judaico-cristã.

Mas será que a aplicação da dicotomia explorador-explorado ao contexto geopolítico, que tornaria os islâmicos, quanto mais fanáticos, mais coitadinhos e mais merecedores do nosso beneplácito, é suficiente para explicar os laços atuais entre esquerda e islamismo?

Nesse episódio, retomaremos alguns temas que já pincelamos aqui no Guten Morgen, como a questão da soberania de Israel, o país mais atacado pelo Ocidente e o primeiro a ter uma religião revelada, ou a noção de um Deus que é Verbo e encarnou, em contraposição a um Deus que é pura potência e vontade. E como enxergar, pela luta de classes como motor da história, as invasões islâmicas na Europa, como na Península Ibérica, nos Portões de Viena ou na Romênia de Vlad Tepes?

Há, na verdade, diversas questões filosóficas e metafísicas, um conflito de mentalidades que o Ocidente não consegue explicar sozinho, apenas trabalhando seus conceitos de laicidade e secularismo – que, por sinal, derivam tão somente de uma religião específica, em claro conflito justamente com o islamismo. Será que ninguém nota a insuficiência de tentar explicar o fenômeno global do momento apenas com termos como "terrorismo", "religião da paz" ou "refugiados"?


A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora."

segunda-feira, 27 de março de 2017

República: Proclamação ou Golpe?




Quer entender mais sobre o tema? FONTES BIBLIOGRÁFICAS úteis:

CASTRO, Celso, ‘Os Militares e a República’, Zahar, 1995. ISBN 8571103356.

Comissão Pro-Monumento Deodoro, ‘Deodoro e a verdade histórica para 15 de novembro 1937, por occasião da inauguração do seu monumento, 1937’, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1937. 346 p.

CORREIA, Leônico, ‘A Verdade Histórica Sobre o 15 de Novembro’, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1939.

FIGUEIREDO, Afonso Celso de Assis Figueiredo, Conde de, ‘Advento da ditadura militar no Brasil’, Paris: Imprimiere F. Pichon, 1891.

FOSECA, Walter, ‘Fonseca, uma Família e uma História, Universidade do Texas: Editora Obelisco, 1982. 370 p.

KOIFMAN, Fábio, Organizador – ‘Presidentes do Brasil’, Rio de Janeiro: Editora Rio, 2001.

LESSA, Renato, ‘A Invenção Republicana’, Universidade da Califórnia: Editora Vértice, 1988. 173 p. vol. 3. ISBN 8571150052.

MAGALHÃES JÚNIOR, Roberto, ‘Deodoro: a Espada Contra o Império’, Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1957.

ROCHA ALMEIDA, Antônio da, ‘Vultos da pátria: os brasileiros mais ilustres de seu tempo, Volume 2’, Editora Globo, 1964.

SENNA, Ernesto, ‘Deodoro, subsídios para a história’, Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981. 226 p. vol. 18.

SILVA, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas, ‘Deodoro da Fonseca – primeiro presidente do Brasil’, Universidade do Texas: Editora Três Rios, 1983. 175 p.

SIMOSEN, Mário Henrique, ‘Legitimidade da Monarquia no Brasil’, Rio de Janeiro: Globo, 1963.

A ‘máquina’ barulhenta da direita na internet.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Yuri Bezmenov - Teoria da Subversão.




Fusão de todos os vídeos disponíveis na internet do Yuri Bezmenov sobre subversão marxista legendados em português.

0:00:21
Entrevista em forma de documentário em 1984 para G. Edward Griffin. Legendas por David Carvalho.

1:21:39
Palestrada dada em uma universidade de Los Angeles em 1983, também legendada e editada por David Carvalho.

2:24:52
Anexo da palestra anterior, autoria desconhecida.

2:33:12
Vídeo curto didático feito por mim estabelecendo um comparativo paralelo entre trechos da palestra e elementos da realidade brasileira atual.

sábado, 18 de março de 2017

Bitcoin - Entender para confiar.


Você já ouviu falar em Bitcoin? Já viu alguma reportagem acerca de criptomoedas? Este curso tem por objetivo explicar, desde o início, como o Bitcoin funciona, para que você possa confiar nesse sistema interessante e possa se aventurar na utilização das moedas digitais.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A história da informação.



     "Neste excelente documentário produzido pela BBC, um dos conceitos mais importantes no mundo de hoje, a informação. Como temos aproveitado o poder dos símbolos, tudo, do primeiro alfabeto ao telégrafo elétrico, até a idade moderna digital. Mas nesta jornada, descobrimos que a informação não é importante apenas na comunicação humana, que ela é tecida muito profundamente no tecido da realidade."